Sol de verão
Apenas 5 frutos
Doces romãs
............
Corta o vento
Caem flores de mangueira
Fim de verão
............
No quintal verde
Tartarugas namorando
Que confusão!
.................
Barulho de chuva
Dia sim, dia não
Canto dos pássaros!
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Oswaldo Goeldi
Texto poético escrito em grupo:
(diante de uma obra de Goeldi)
A tênue luz ofusca o desejo de uma flor.
Lágrimas choram à sua sombra
A luz e a sombra remete-se à solidão.
Os traços da rua no silêncio se vão
trazendo descanso, a paz e a reflexão
O que se é oculto e temido
se torna visível
e transforma o que é amado, o mais querido.
A inversão das imagens reforça
o olhar e o sentimento de solidão.
Autoria: 5 meninas
(diante de uma obra de Goeldi)
A tênue luz ofusca o desejo de uma flor.
Lágrimas choram à sua sombra
A luz e a sombra remete-se à solidão.
Os traços da rua no silêncio se vão
trazendo descanso, a paz e a reflexão
O que se é oculto e temido
se torna visível
e transforma o que é amado, o mais querido.
A inversão das imagens reforça
o olhar e o sentimento de solidão.
Autoria: 5 meninas
domingo, 1 de abril de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
X Y Z
.........................
X Y Z
O gato pula no teclado
Y
y @ y d j j j m
Olha a tela iluminada
Não entende nada
Sua pata dianteira
Escorrega no teclado
Xyzxyzxyzxyz
Olha a tela
Arranha o mouse
Não entende nada
O que será que ele quis
dizer? (outubro/2011)
Crônica II
Meu primeiro cinema
Ainda me lembro como se fosse
ontem.
Ir ao cinema era minha
preferência, principalmente nas tardes de domingo na sessão da tarde também
chamada matinê. Ia sozinha quase sempre, ou com colegas de escola e isto se
repetia na semana seguinte. Quase nunca escolhia os filmes, pois eu queria
mesmo era ir ao cinema, onde também
trocávamos os gibis de
faroeste já lidos, o que deixava o local
mais agitado. Cidade tranqüila sem violência, simplicidade coisa rara nos dias
de hoje.
Recordo-me do primeiro filme que vi, com muito
suspense o “Mundo Perdido”, cuja sinopse era : um professor de paleontologia
acreditava que existiam Dinossauros na
selva Amazônica. Pra mim foi um verdadeiro sucesso. Naquela época me sentia
como gente grande ainda menina, o que deixava os filmes mais emocionantes fossem suspense, romances, comédias ou
musicais.
Os clássicos “Tarzan” eram
minha paixão!
O gênero faroeste não me deixa esquecer os atores: John Wayne e Clint Eastwood.
Elvis Presley era um ídolo da
musica americana que na tela despertava grandes paixões!
Faço questão de deixar claro,
que algumas vezes não precisei comprar ingresso, graças a gentileza de uma
pessoa que admiro muito por suas
qualidades e, estimada por todos da cidade. Trata-se de Wilma Borges
Leite, que na época era funcionária do cinema. E ainda eu levava grátis, umas
balinhas para a sala de espetaculo.
Agradeço por tudo o que ela
fez e ainda por ter deixado em mim esta admiração por filmes, uma cultura que não
se compra a preço algum.
Me emociono agora, ao ver a
reabertura do Cine Barretos, após sua reforma e ainda por ter sido ele “O meu primeiro Cinema”.
Autora: Dalva Gianello
Carlos Drummond de Andrade
Poema das Sete Faces – Carlos Drummond de Andrade (com vídeo)
Posted: 24 Mar 2012 07:24 PM PDT
Poema das Sete Faces
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás das mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
( Carlos Drummond de Andrade )

Site Oficial de Drummond
Leia mais Carlos Drummond de Andrade



Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás das mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
( Carlos Drummond de Andrade )
Poema das Sete Faces
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sexta-feira, 2 de março de 2012
Crônica I
Ponto de Ônibus
Naquela sexta-feira chovia muito. Estávamos ansiosos pela
entrevista que faríamos a um famoso poeta.
Ficamos no ponto de ônibus que nos levaria até o local combinado.
Olhávamos ansiosos como se fôssemos crianças quando sai pra passear
com os pais. Mas nenhum ônibus nos servia.
Interrogamos quase todos os condutores dos distintos veículos que
transportam gente. Parecia que tudo estava fora do lugar e ainda estavam
brincando de esconde-esconde com o nosso grupo de amigos.
De repente um carro espalha toda a água empoçada da rua em nossa
direção. Tomamos nosso primeiro banho de lama.
Discretamente olhei o calendário. Não era sexta-feira 13.
Um senhor ao lado,
dirigia-nos com palavras e piadas um pouco piegas , com o intuito talvez de nos
distrair, e assim nos confortava. Afinal, logo mais estaríamos frente a
frente com o famoso poeta.
Passaram-se algumas horas, e nosso entusiasmo foi tomado de
completa insatisfação.
_ Cidade grande é assim mesmo, dizia meu avô. _Todos estão ali,
porém ninguém sabe onde vai chegar.
Após seguidos banhos de lama, onde alguns pingos d`´agua foram barrados pelo nosso guarda-chuva aberto,
decidimos sair dali.
O tempo agora valia ouro. Já estávamos muito atrasados, afinal
precisaríamos chegar a tempo para entrevistar o famoso poeta.
A uma quadra dali, nos dividimos. O jeito seria nessas alturas ,
tomar um táxi. A chuva agora, havia diminuído.
Olhei o transito intenso pra todo lado, e tomei uma decisão: ir
embora pra casa, porque o frio e o vento já incomodava.
Me despedi dos amigos, e voltei pra casa.
Brindei com uma taça de vinho ao famoso poeta!!!
Dalva Gianello/2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
A Árvore
Se eu pudesse
Se eu pudesse voltar o tempo
Te trataria melhor
Te amaria melhor
Te deixaria viver
Para espalhar tuas sombras
Entre flores e passarinhos
Pintassilgos e sabiás
Tuas folhas cairiam
Tuas sementes brotariam
Um tapete de jardim
Se eu pudesse voltar o tempo
Não sairia de lá
Pra ver crianças sorrindo
Nas manhãs ensolaradas
O que não acontece mais
Se eu pudesse voltar o tempo
Uma outra nasceria
Para em teu lugar ficar
Uma árvore bem verdinha
Cheia de frutos maduros
E uma rede pra balançar ( Dalva Gianello)
"V I D A"
VIDA
Com a cabeça dentro do poço
Pude provar o sabor do meu medo
Escuro, terra, podridão
Reflexos coloridos nas águas
Pavor da escuridão
Tudo são trevas e fétido é o cheiro
Que passa pelas minhas narinas
O cão late e puxa minhas mãos
Seu pêlo encharcado que abraço no peito e o grito
Fora do poço, respirar à superfície da luz.
Dalva Gianello-2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Palavras
Jogo de palavras
Nas páginas brancas
jogo palavras
Delas ouço a música
Indecifrável melodia
O céu está azul
Gosto quando escrevo
e dou significado às palavras
Que dá vida a elas
Tento decifrar e
incendiá-las para que se espalhem
Numa devastação silábica
Se as frases perdem
sentido, não importa
O que importa é o
nome das palavras
E os lugares onde
elas estão.
Jogo as palavras como
jogo as cores
Transformá-las em
certeza
Lapsos que ficam no
coração
Atiro palavra contra
palavra
Como se fossem
objetos que se jogam
Numa luta desenfreada
Recolho pedaços,
adjetivos,
Verbos e advérbios
Para que só as
palavras indiquem
Ou fiquem onde estão
Destaco folhas,
incendeio palavras
Ar sêco do verão
Terra, água
Paisagem negra
queimada
Dalva Gianello/2012
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Tsunami literário
Tsunami Literário
A primeira coisa que salta aos sentidos de quem entra num
hospital é o cheiro. Em pacientes
recebendo tiazidas, podem ocorrer reações de hipersensibilidade com ou
sem história de alergia ou asma brônquica.
Já sei todas as noticias, li o jornal pela manhã. Eles
pensam que enganam quem? A mim é que
não!
Sem a Bíblia do Rei James, Obama não teria dado o que é de
certo modo a cor profética de sua ascensão ao poder.
Mesmo hoje, ele não descansa. Enquanto os atores estão
atuando, observa as cenas de pé, do canto da platéia, quase como se quisesse
tomar parte do espetáculo.
São as máfias dos remédios, dos equipamentos, dos funerais,
dos falsos atestados, dos desvios de verba e de tudo mais que adeja como abutre
por cima da saúde pública. Pensando bem, nada aqui muda.
O barco seguiu costeando, sem que os selvagens papuas da
ilha dessem sinais de vida. Os homens
estão indignados. Esses cachorros já criaram problemas demais para a gente,
dizem eles. Basta. Desta vez, devíamos destruir o Paquistão completamente.
E haverá sinais no sol, e na lua, e nas estrelas, e na terra
consternações das gentes pela confusão em que as porá o bramido do mar, e das
ondas.
Passará o céu e a terra, mas
minhas palavras não passarão.
( Trechos colados de
jornais, romances, bíblia, bula de remédio
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Enviando flores abertas
Paisagem Sonora
Indícios de espaço,silencioso e vazio
Música no ar
Braços envolventes, quentes
Luz no Palco
O corpo cai entre folhas desordenadas e caladas
Miúdas, difusas, descontentes
Som de piano, toque de dor
Novamente a luz
Rola o corpo,
Rola a Dor
Pés esvoaçantes
Mãos estonteantes
Silêncio...
Escuridão...
Dalva Gianello
11/05/2011
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