Ponto de Ônibus
Naquela sexta-feira chovia muito. Estávamos ansiosos pela
entrevista que faríamos a um famoso poeta.
Ficamos no ponto de ônibus que nos levaria até o local combinado.
Olhávamos ansiosos como se fôssemos crianças quando sai pra passear
com os pais. Mas nenhum ônibus nos servia.
Interrogamos quase todos os condutores dos distintos veículos que
transportam gente. Parecia que tudo estava fora do lugar e ainda estavam
brincando de esconde-esconde com o nosso grupo de amigos.
De repente um carro espalha toda a água empoçada da rua em nossa
direção. Tomamos nosso primeiro banho de lama.
Discretamente olhei o calendário. Não era sexta-feira 13.
Um senhor ao lado,
dirigia-nos com palavras e piadas um pouco piegas , com o intuito talvez de nos
distrair, e assim nos confortava. Afinal, logo mais estaríamos frente a
frente com o famoso poeta.
Passaram-se algumas horas, e nosso entusiasmo foi tomado de
completa insatisfação.
_ Cidade grande é assim mesmo, dizia meu avô. _Todos estão ali,
porém ninguém sabe onde vai chegar.
Após seguidos banhos de lama, onde alguns pingos d`´agua foram barrados pelo nosso guarda-chuva aberto,
decidimos sair dali.
O tempo agora valia ouro. Já estávamos muito atrasados, afinal
precisaríamos chegar a tempo para entrevistar o famoso poeta.
A uma quadra dali, nos dividimos. O jeito seria nessas alturas ,
tomar um táxi. A chuva agora, havia diminuído.
Olhei o transito intenso pra todo lado, e tomei uma decisão: ir
embora pra casa, porque o frio e o vento já incomodava.
Me despedi dos amigos, e voltei pra casa.
Brindei com uma taça de vinho ao famoso poeta!!!
Dalva Gianello/2012
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