VIDA
Com a cabeça dentro do poço
Pude provar o sabor do meu medo
Escuro, terra, podridão
Reflexos coloridos nas águas
Pavor da escuridão
Tudo são trevas e fétido é o cheiro
Que passa pelas minhas narinas
O cão late e puxa minhas mãos
Seu pêlo encharcado que abraço no peito e o grito
Fora do poço, respirar à superfície da luz.
Dalva Gianello-2012
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