segunda-feira, 26 de março de 2012

X Y Z


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X Y Z



O gato pula no teclado

Y  y @ y d j j j m

Olha a tela iluminada

Não entende nada

Sua pata dianteira

Escorrega no teclado

Xyzxyzxyzxyz

Olha a tela

Arranha o mouse

Não entende nada

O que será que ele quis dizer?     (outubro/2011)


Crônica II


Meu primeiro cinema



Ainda me lembro como se fosse ontem.

Ir ao cinema era minha preferência, principalmente nas tardes de domingo na sessão da tarde também chamada matinê. Ia sozinha quase sempre, ou com colegas de escola e isto se repetia na semana seguinte. Quase nunca escolhia os filmes, pois eu queria mesmo era ir ao cinema,  onde  também  trocávamos  os gibis de faroeste  já lidos, o que deixava o local mais agitado. Cidade tranqüila sem violência, simplicidade coisa rara nos dias de hoje.

 Recordo-me do primeiro filme que vi, com muito suspense o “Mundo Perdido”, cuja sinopse era : um professor de paleontologia acreditava que existiam  Dinossauros na selva Amazônica. Pra mim foi um verdadeiro sucesso. Naquela época me sentia como gente grande ainda menina, o que deixava os filmes mais emocionantes  fossem suspense, romances, comédias ou musicais.  

Os clássicos “Tarzan” eram minha paixão!

O gênero faroeste não me  deixa esquecer os atores: John  Wayne e Clint Eastwood.

Elvis Presley era um ídolo da musica americana que na tela despertava grandes paixões!

Faço questão de deixar claro, que algumas vezes não precisei comprar ingresso, graças a gentileza de uma pessoa que admiro muito por suas  qualidades e, estimada por todos da cidade. Trata-se de Wilma Borges Leite, que na época era funcionária do cinema. E ainda eu levava grátis, umas balinhas para a sala de espetaculo.

Agradeço por tudo o que ela fez e ainda por ter deixado em mim esta admiração por filmes, uma cultura que não se compra  a preço algum.

Me emociono agora, ao ver a reabertura do Cine Barretos, após sua reforma e ainda por ter sido ele  “O meu primeiro Cinema”.





Autora: Dalva Gianello

Carlos Drummond de Andrade

Poema das Sete Faces – Carlos Drummond de Andrade (com vídeo)
Posted: 24 Mar 2012 07:24 PM PDT
Poema das Sete Faces
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás das mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
( Carlos Drummond de Andrade )

Poema das Sete Faces

Poema das Sete Faces - Drummond
Site Oficial de Drummond
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domingo, 4 de março de 2012

sexta-feira, 2 de março de 2012

Crônica I


Ponto de Ônibus



Naquela sexta-feira chovia muito. Estávamos ansiosos pela entrevista que faríamos a um famoso poeta.

Ficamos no ponto de ônibus que nos levaria até o local combinado.

Olhávamos ansiosos como se fôssemos crianças quando sai pra passear com os pais. Mas nenhum ônibus nos servia.

Interrogamos quase todos os condutores dos distintos veículos que transportam gente. Parecia que tudo estava fora do lugar e ainda estavam brincando de esconde-esconde com o nosso grupo de amigos.

De repente um carro espalha toda a água empoçada da rua em nossa direção. Tomamos nosso primeiro banho de lama.

Discretamente olhei o calendário. Não era sexta-feira 13.

Um senhor ao  lado, dirigia-nos com palavras e piadas um pouco piegas , com o intuito talvez de nos distrair, e assim nos confortava. Afinal, logo mais estaríamos frente a frente  com o famoso poeta.

Passaram-se algumas horas, e nosso entusiasmo foi tomado de completa insatisfação.

_ Cidade grande é assim mesmo, dizia meu avô. _Todos estão ali, porém ninguém sabe onde vai chegar.

Após seguidos banhos de lama, onde alguns pingos d`´agua foram  barrados pelo nosso guarda-chuva aberto, decidimos sair dali.

O tempo agora valia ouro. Já estávamos muito atrasados, afinal precisaríamos chegar a tempo para entrevistar o famoso poeta.

A uma quadra dali, nos dividimos. O jeito seria nessas alturas , tomar um táxi. A chuva agora, havia diminuído.

Olhei o transito intenso pra todo lado, e tomei uma decisão: ir embora pra casa, porque o frio e o vento já incomodava.

Me despedi dos amigos, e voltei pra casa.

Brindei com uma taça de vinho ao famoso poeta!!!





Dalva Gianello/2012